RENASCIMENTO - 12-15/nov



  • 12/nov - Renascimento e Humanismo
  • 13/nov - Maquiavel e Erasmo de Roterdã
  • 14/nov - Giordano Bruno e Campanella
  • 15/nov - Feriado Proclamação da República- AVALIAÇÃO Unidade I/3

RENASCIMENTO

As características do renascimento estão intimamente relacionadas com a época em que foram desenvolvidas, ou seja, a partir do século XV, no período renascentista.
Lembre-se que o renascimento foi um movimento artístico e filosófico que despontou na Itália no século XV. O surgimento do renascimento foi importante para pôr fim a Idade Média, dando início a Idade Moderna.
Representou uma das mais importantes mudanças de mentalidade na história da humanidade, visto que foi um movimento de renovação em diversas áreas do conhecimento: filosofia, política, economia, cultura, artes, ciência, dentre outras.

Principais Características

Humanismo

O movimento humanista surge como mote para a valorização do ser humano e da natureza humana, onde o antropocentrismo (homem no centro do mundo) foi sua principal característica. O humanismo foi uma corrente intelectual que se destacou na filosofia e nas artes e que desenvolveu o espírito crítico do ser humano.


Racionalismo

Ao defender a razão humana, essa corrente filosófica foi importante para desenvolver diversos aspectos do pensamento renascentista em detrimento da fé medieval.
Com ele, o empirismo ou a valorização da experiência, foram essenciais para a mudança de mentalidade no período do renascimento.
Note que o racionalismo está intimamente relacionado com a expansão científica, de forma que busca uma explicação para os fatos, baseada na ciência. Em outras palavras, a razão é o único caminho para se chegar ao conhecimento.

Individualismo

Representou uma das importantes características do renascimento associados ao movimento humanista.
O homem é colocado em posição central e passa a ser regido, não somente pela igreja, mas também por suas emoções. Assim, ele torna-se um ser crítico e responsável por suas ações no mundo.

Antropocentrismo

Em detrimento do pensamento teocêntrico medieval, onde Deus estava no centro do mundo, o antropocentrismo (homem como centro do mundo) surge para resgatar diversos aspectos do ser humano.
A inteligência humana foi corroborada com as diversas descobertas científicas da época. O homem passa a ter uma posição centralizada de destaque.

Cientificismo

Numa época de efervescência, o conceito do cientificismo foi de suma importância para mudar a mentalidade do homem e trazer à tona questões sobre o conhecimento do mundo.
Destacam-se as descobertas científicas realizadas por Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Andreas Vesalius, Francis Bacon, René Descartes, Leonardo da Vinci e Isaac Newton.

Universalismo

Foi desenvolvida sobretudo, na educação renascentista corroborada pelo desenvolvimento do conhecimento humano em diversas áreas do saber.
O homem renascentista busca ser um "polímata", ou seja, aquele que se especializa em diversas áreas. O maior exemplo de figura polímata do renascimento foi sem dúvida, Leonardo da Vinci.
Vale ressaltar que no período renascentista, houve uma expansão de escolas, faculdades e universidades, bem como a inclusão de disciplinas relacionadas às humanidades (línguas, literatura, filosofia, dentre outras.)

Antiguidade Clássica

A retomada dos valores clássicos foi essencial para o estudo dos humanistas. Um dos fatos que facilitou muito o estudo dos clássicos foi a invenção da imprensa, uma vez que a rápida reprodução das obras auxiliou na divulgação do conhecimento.
Segundo os estudiosos da época, a filosofia e as artes desenvolvidas durante a Grécia e a Roma antiga possuíam grande valor estético e cultural, em detrimento da Idade das Trevas (Idade Média) em que foram relegadas.
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“Toda educação saudável é uma educação sem controle religioso”, Erasmo de Roterdã


Um monge que criticou a doutrina da Igreja, detestava morar no convento e acreditava que o mundo material não era tão ruim assim. Esse era o filósofo e escritor holandês Erasmo de Roterdã. 
Filho bastardo de um padre, Erasmo também se formou em teologia, mas defendia uma educação longe dos clérigos. Louco? Talvez. Mas ele próprio dizia que a loucura era uma das virtudes que garantiram a felicidade. 



















Erasmo via na loucura uma parte essencial do homem, o atributo que pode nos trazer as alegrias mais sinceras. 
Como bom discípulo do desvario, ele criou em sete dias sua obra mais célebre, Elogio da Loucura, onde a própria insanidade é a narradora da história.
No livro, dirigiu críticas mordazes a doutrinas e valores hipócritas da Igreja, que já não se mostrava tão santa assim. 
Foi um dos primeiros autores a enfrentar os dogmas que guiavam o poder medieval, propondo uma educação livre do controle religioso. 
Fora da Itália, o teólogo era considerado um dos grandes líderes do pensamento humanista, movimento que pregava o homem como dono de sua própria vida. As ideias renascentistas de Erasmo inspiraram Lutero na Reforma Protestante. 
Porém, o monge holandês não se juntou ao movimento. Guiado por um espírito independente, preferia não se filiar a nenhum extremo. 
Para externar sua posição, criou o sermão Sobre o Livre Arbítrio, indo contra uma das ideias centrais de Lutero. Para Erasmo, apesar do homem ter o poder de fazer suas escolhas livremente, ele nunca encontraria a salvação sem a graça divina. 
Ele defendia um retorno às crenças sinceras, um contato com Deus sem intermédio de missas, padres ou confessionários.
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“É bem mais seguro ser temido do que amado”, Maquiavel




















Maquiavel escreveu O Príncipe, uma obra-prima da política, mas não se deu bem na vida pública. Depois de 14 anos trabalhando como secretário na Segunda Chancelaria de Florença, perdeu seu cargo quando a família Médici, sua inimiga, voltou ao poder em 1512. 
Foi exonerado e exilado em sua fazenda. Acabou a vida longe da política.
No livro, cujas fortes ideias forjaram o adjetivo “maquiavélico” para definir um indivíduo que busca o poder sem escrúpulos, o historiador e poeta resolveu romper com a tradição idealista, que remonta a Platão, e mostrar como as coisas funcionam na prática. 
Inspirou-se em César Bórgia, que passou pela política, Igreja e Exército sempre com perfil pragmático. Para Maquiavel, o líder ideal deveria ser perspicaz como a raposa e feroz como o leão. 
Ele poderia fazer inimigos e promover punições mais duras desde que estivesse em busca de um bem maior. Mas o líder defendido por Maquiavel não podia ser um louco desvairado: tinha de agir com sabedoria.
 O autor nunca pregou planos diabólicos, como assassinatos políticos, ou artimanhas que lhe classificariam como maquiavélico. Foram os leitores que interpretaram a receita de Maquiavel como uma espécie de passe livre para a maldade. 
A clássica frase “Os fins justificam os meios” resume bem sua ideia, mas não foi escrita pelo autor — é um dito popular.
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“O tempo tudo dá e tudo tira; tudo muda, mas nada perece”, Giordano Bruno


Abriu um novo horizonte de liberdade e evolução científica, mas foi perseguido pela Inquisição e acabou na fogueira. 














O pensador acreditava que o mundo era um grande animal, onde todas as coisas (todas mesmo) possuem alma. Teólogo, filósofo e escritor, Bruno também era astrônomo. Inspirado por Copérnico, defendeu a infinitude do Universo e lançou a possibilidade de que todas as estrelas poderiam ter seu próprio sistema solar — hipótese que só seria comprovada no século 21. 

A ideia batia de frente com a crença cristã de que os humanos são criações únicas, feitas à imagem do Criador. 

Para sublinhar seu nome na lista negra da Igreja, Bruno retomou conceitos pagãos, afirmando que Deus faz parte do Universo, presente em todos os cantos, e não uma entidade com cadeira cativa num único lugar. 

Para ele, a energia presente em todas as coisas não se perde após a morte, mas se transforma.

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“O mundo é uma gaiola de loucos”, Campanella


Foi o filósofo que encerrou o período renascentista. Em sua obra mais famosa, A Cidade do Sol, escreveu sobre uma sociedade comunitária, onde todo o conhecimento era compartilhado e não existia nem propriedade privada nem família. 














Campanella acreditava que as novas gerações poderiam ser melhoradas por cruzamentos. Por isso, a procriação era planejada. Gordos deveriam procriar com mulheres magras em busca de um equilíbrio. 

Campanella fundamentou sua obra aliando as leis naturais e a fé cristã. Para ele, o mundo é um grande organismo, onde tudo é vivo e sensível.

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